Cavaleiros do ZodíacoNo meio da campanha eleitoral o assunto economia é obrigatório! (Na verdade, acho que a importância do tema é exagerada. Vale ler esse post aqui)

Aí vem os entendidos e os não-tão-entendidos discutir sobre qual é o modelo econômico mais correto a ser aplicado para o país. Há o “desenvolvimentista”, o “neo-liberal”, o “keynesiano”, tem até a galera desavisada do “comunismo”… Eu não entendo de Economia, mas aprendi a ver o óbvio: por lidar com relações entre seres humanos, trata-se de uma ciência fluida, sempre em movimento, sempre mudando de forma e configuração. Ora, se os problemas a serem enfrentados são sempre diferentes, porque deveria haver soluções definitivas?

Quem cresceu com os animes (aqueles desenhos animados japoneses com muito melodrama e lutas exageradamente longas com papo demais) conhece essa regra de ouro: A técnica devastadora empregada para derrotar o oponente anterior vai falhar de forma retumbante com o próximo.

Sábios japoneses…

 

rasteira

Achei essa pérola do tipo de retórica rasteira e, porque não, canalha, que anda me irritando bastante no Facebook. Em uma análise detalhada (mas breve, como manda o Peremptório) explico porque a imagem reúne as principais aberrações do gênero:

1 – Um erro não justifica o outro (já dizia minha mãe)
Observem a menção a palavra “corrupção”. Ela não está aí por acaso. Um pouco de contexto: tenho visto essa imagem compartilhada por um povo com tendências um pouco, chapa branca, digamos. Isso deixa claro que a menção é uma tentativa de “amenizar” os recém prisoneiros frutos daquele não-tão-recente escândalo de corrupção, como se fosse possível dizer “ah, mas tem coisa pior por aí”. Uma forma menos sofisticada desse mesmo padrão de argumentação é o mais comum em crianças levando esporro do pai: “Ah, mas o joãozinho tirou uma nota ainda menor!” Sim, e daí? Existe coisa pior, mas não é isso que torna corrupção (ou outro crime qualquer) menos punível.

2 – A parte pelo todo
A frase de efeito genérica, fora de contexto, é a arma do imbecil. Ok, sei que de vez em quando uma citação é bacana, até eu gosto (procurem, deve ter por aqui no Peremptório). Mas usada com objetivos pouco nobres é uma tentativa de blindar seu argumento com a assinatura de alguém “menos criticável”. Esse texto tinha um contexto maior, uma referência a outros fatos. Assim, picotado, ele pode servir a qualquer propósito, distorcendo e empobrecendo o sentido original. Não é o caso aqui neste exemplo, mas é ainda pior quando a frase sequer foi dita pelo “autor”. Já vi um monte assim.

3- “That escalated quickly” (para maior compreensão, digite isso no Google)
Essa é clááásssica! Também muito comum em crianças de 3 a 8 anos de idade: “Buáááá!!!! Mãe você me odeia!!!” (só porque não podia comer chocolate antes do jantar). Não, achar corrupção ruim não torna ninguém um fascista. Aliás, uma opinião a respeito de um assunto só faz de você um ser humano, e mais nada. Apenas um conjunto de práticas (e algumas muito específicas e extremadas no caso de “fascismo”) pode definir o pensamento ou ideologia de uma pessoa. E, mesmo assim, é de bom tom não sair rotulando. Essa reação desmedida, acusando quem pensa diferente de algo ainda pior é prática de … (adivinha o quê?) … fascistas.

P.S. O “card” aqui tem uma tendência mais “de esquerda”, mas há exemplos desse tipo entre destros e canhotos. Fique de olho, não leve rasteira.

 

Interessante notar estrangeirismos usados como única opção para definir algum fenônemo novo. Basta ter um pouco de idade (e memória) para saber que já existem definições apropriadas para praticamente tudo. E que nada é tão “novo” assim…

Vejam o “Crowdfunding”. Financiamento coletivo ou financiamento colaborativo para transformar projetos em realidade. E o que é uma “vaquinha”, meu Deus? Pegando mais pesado: e o velho e bom “rachuncha”? Exatamente o financiamento coletivo ou financiamento colaborativo! Tudo bem que os projetos eram menos ambiciosos — normalmente bancar a compra de cerveja e carne para um churrasco ou encher o tanque de gasolina para ir à praia –, mas o conceito estava todo ali.

Desde que o mundo é mundo existe o sistema de “passar o chapéu” (mais uma, mais uma) entre amigos e simpatizantes.

Crowdfunding… francamente!

 

Papa Francisco, el hermano.

Mal o Francisco assumiu já chegam as cobranças: “Ah, mas ele é contra o aborto!” “Putz, ele não curte casamento de homossexuais…”

Sinceramente, o que esperavam?? Acharam que aquele monte de cardeais, que não estão lá exatamente por serem hiper moderninhos, iam escolher uma espécie de Papa-Gabeira?

E é pra ser assim mesmo. A Igreja Católica é assim: não rola aborto, não rola camisinha (ninguém curte o contraceptivo que eles recomendam: abstinência), mulher não entra e gay não casa na igreja. Mas sabe qual é a grande novidade da Igreja  desde o séc. XVIII (pelo menos no ocidente)? Não é mais obrigatória.

Simples assim: não concorda, escolhe outra religião. Tem um monte por aí.

Eu escolhi não ter nenhuma para não ter que ficar me preocupando o tempo todo se meu papa, xamã, pai-de-santo ou aiatolá tinha a mesma opinião que eu. Assim não preciso ficar tentando moldar minha religião à minha imagem e semelhança.

 

Engraçado é pensar que os cientistas desprezam qualquer coisa que não seja comprovada por a mais b, atribuindo a crendices várias manifestações religiosas, ou, digamos, “espirituais”. E, ao mesmo tempo, querem que todo mundo ache muito concreto e admissível que de um ponto concentrado no meio do nada saiu o que hoje se define como universo, o sol, eu, você. A cada avanço da ciência proporcionado por telescópios espetaculares ou mega-aceleradores de partículas, vai se chegando a conclusões tão fabulosas (no sentido de fábula mesmo) quanto o mais esquisito ritual místico de purificação de uma seita indiana.

 

Como se não bastasse o trânsito naturalmente terrível da cidade de Salvador,  os canditados a prefeito e vereador investem pesado nas carreatas para divulgar suas legendas. O resultado acaba sendo contrário,  basta ver a expressão de ódio dos eleitores nos engarrafamentos.

 

Mais um capítulo da novela de plágio/cópia/inspiração na marca da Telluride Foundation:

Prefeitura mexicana é alvo de críticas por logo ‘parecida’ com a do Rio 2016

São dois tipos de “inspiração”:

Tipo1:  cópia descarada, decalque. Telluride Foudation x Marca do Carnaval 2004  -  Marca Rio 2016 x Huatabampo

Tipo 2: plágio na idéia – Telluride Foundation  x todas as demais

Quanta falta de criatividade. Lembrando que a marca da Telluride Foundation é baseada na obra “A dança”. Nesse caso, nada contra, é válido, vem de outra linguagem. Mas Matisse deve estar se revirando no túmulo.

 

 

Como pode um rio desafogar o trânsito?

www.ciclovivo.com.br

 

“Any sufficiently advanced technology is indistinguishable from magic”.

Comecei a duvidar um pouco dessa genial frase do Arthur C. Clarke (se você não conhece o cara, é o escritor de ficção científica responsável por nada mais nada menos que 2001). Estava em um daqueles momentos “a velhice chegou” lembrando que, não faz muito tempo, gravava as músicas que gostava de CDs emprestados dos amigos em fitas cassete! Aí percebi que o método atual (gravar um arquivo Mp3 a partir daquele CD) de certa forma perdeu um pouco da magia. Agora tudo são arquivos e qualquer pessoa minimamente instruída sabe que se tratam de instruções simples codificadas em 0 e 1 que o computador interpreta.

Antes era tudo meio mágico… fitas magnéticas… há algo de mágico no magnetismo, né? Ver dois imãs se repelirem mutuamente é ou não é a coisa mais próxima de um truque Jedi que você consegue presenciar? Hoje em dia é uma simples interpretação por parte do nosso amigo computador.

E a televisão? Não era meio enigmático girar os botões de horizontal e vertical até conseguir estabilizar a imagem? Quase como um xamã tentando acalmar os espíritos inquietos dentro da TV (só depois de escrever percebi o quanto essa frase tem de Poltergeist). Afinal, as TVs tinham fantasmas!!!! Até mesmo a Samara (ou Sadaka no original japonês) vinha dentro de uma fita cassete. Seria completamente inverossímil empacotar um fantasma horroroso daqueles em um BlueRay…

Bom, talvez o Clarke estivesse certo em colocar o “suficiente” em sua frase. Acho que só passamos um pouco da conta a ponto de perder a magia…

PS. A foto do post vem de um blog interessante sobre essas velharias: http://edasuaepoca.blogspot.com.br

 

Já comentei sobre isso há algum tempo e volto ao assunto porque agora tenho provas.
De manhã bem cedinho, sol de inverno maravilhoso – esquenta, mas não torra -, mar gelado, som das ondas batendo na areia. Finalmente, a paz!
Quase dormindo, começo a ouvir sons diferentes. A chegada de uma família: quatro crianças, mãe e babá.
Há alguma dúvida de onde se instalaram? A milímetros de onde eu estava refestelada (foto). A barraca vermelha pertence aos invasores e a canga amarela (eu sei, eu sei, demodê) é minha.
Sou péssima fotógrafa, ainda mais com celular. Mas deu para perceber a amplidão de areia? Por que ali?
Toda a minha admiração aos grandes felinos. Cada um no seu espaço — se invadir, vira almoço.

 
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